Story
UMA HABILIDADE ROUBADA EM UM MUNDO COMUM
Volume 1 — O Despertar
Capítulo 1 — Apenas Mais Um Dia
O despertador toca às seis da manhã.
Leon abre os olhos lentamente e encara o teto do pequeno apartamento. O ventilador gira devagar, fazendo um barulho irritante.
Leon — Já é de manhã...
Ele se senta na cama e olha o celular antigo sobre o criado-mudo. A tela está rachada em vários pontos.
Leon — Você ainda está vivo? Nem eu sei como.
Ele dá uma risada baixa, veste uma camiseta simples e vai para a cozinha.
Abre a geladeira.
Há apenas ovos, uma garrafa de água e um pouco de café.
Enquanto prepara o café, pega uma folha presa na porta da geladeira.
Aluguel — vence em três dias.
Leon suspira.
Leon — Esse mês vai ser apertado de novo...
Depois de comer rapidamente, pega a mochila e sai do apartamento.
Na rua, cumprimenta a dona do prédio.
Dona Marta — Bom dia, Leon!
Leon — Bom dia!
Dona Marta — Trabalhando cedo de novo?
Leon — Se eu faltar um dia, as contas aparecem antes do salário.
Ela sorri.
Dona Marta — Você trabalha demais.
Leon apenas acena e continua andando.
No ponto de ônibus, observa pessoas indo para seus empregos.
Enquanto espera, vê um carro esportivo vermelho parar no semáforo.
Seus olhos brilham.
Leon — Um dia...
O sinal abre.
O carro desaparece.
Leon entra no ônibus lotado.
Mais um dia comum começa.
Fim do Capítulo 1.
Esse é o nível de desenvolvimento que pretendo manter: cenas detalhadas, diálogos naturais e ritmo lento para o leitor conhecer Leon antes que o sobrenatural aconteça.
A partir do Capítulo 2, aprofundaremos o trabalho dele, seus colegas, seus sonhos e a relação com a família, para que o acidente tenha um impacto emocional muito maior. Depois, a descoberta da habilidade será construída passo a passo, em vez de acontecer rapidamente. Assim, a transformação do carro e as primeiras grandes conquistas terão muito mais peso para o leitor.
UMA HABILIDADE ROUBADA EM UM MUNDO COMUM
VOLUME 1 – O DESPERTAR
Capítulo 2 – A Oficina do Sr. Augusto
O ônibus para em frente a uma pequena loja de peças automotivas.
A placa já estava desgastada pelo tempo.
AUTO PEÇAS AUGUSTO
Leon desce do ônibus e entra.
Assim que abre a porta...
O sino toca.
Sr. Augusto — Finalmente resolveu aparecer.
Leon sorri.
Leon — Ainda faltam cinco minutos.
Sr. Augusto — Cinco minutos também contam.
Os dois riem.
Apesar da aparência séria, Augusto tratava Leon como um filho.
Leon começou ali aos dezoito anos.
Foi seu primeiro emprego.
Desde então nunca saiu.
Enquanto organizava algumas peças, um cliente entra.
Cliente — Bom dia.
Preciso de um retrovisor para um Gol 2015.
Leon caminha até a prateleira.
Em poucos segundos encontra a peça.
Leon — Esse serve perfeitamente.
O cliente fica impressionado.
Cliente — Você conhece tudo daqui.
Augusto sorri orgulhoso.
Sr. Augusto — Esse garoto sabe mais sobre carros do que muito mecânico por aí.
Leon apenas ri sem graça.
...
O movimento aumenta.
Durante toda a manhã ele atende clientes.
Organiza estoque.
Carrega caixas pesadas.
Confere notas fiscais.
Ao meio-dia...
Finalmente chega o horário do almoço.
Leon senta nos fundos da loja.
Abre sua marmita.
Arroz.
Feijão.
Ovo.
Enquanto come...
Seu amigo Rafael aparece.
Era mecânico da oficina ao lado.
Rafael — Cara...
Você ainda traz marmita?
Leon olha para ele.
Leon — Comer na rua todo dia sai caro.
Rafael balança a cabeça.
Rafael — Você economiza demais.
Leon sorri.
Leon — Não é economia.
É sobrevivência.
Os dois riem.
Depois de alguns segundos...
Rafael percebe Leon olhando pela janela.
Do outro lado da avenida existia uma concessionária.
Na vitrine...
Um carro esportivo preto.
Rafael sorri.
Rafael — Você está olhando aquele carro de novo?
Leon cruza os braços.
Leon — Desde criança.
Rafael — Vai comprar quando?
Leon ri.
Leon — Quando eu ganhar na loteria.
Os dois começam a rir.
Mas Leon volta a olhar para o carro.
Dessa vez...
Em silêncio.
Capítulo 3 – Sonhos Caros
O expediente termina às seis da tarde.
Augusto entrega o pagamento da semana.
Leon agradece.
Sai da loja.
Antes de entrar no carro velho...
Olha novamente para a concessionária.
Sem perceber...
Acaba entrando.
Uma vendedora se aproxima.
Vendedora — Boa tarde.
Posso ajudá-lo?
Leon fica um pouco sem jeito.
Leon — Eu só estava olhando.
Ela sorri.
Vendedora — Pode olhar à vontade.
Leon caminha entre os veículos.
Passa a mão sobre a lataria de um esportivo.
Nunca havia tocado em um carro daquele nível.
Abre a porta.
Senta no banco.
Segura o volante.
Fecha os olhos por alguns segundos.
Imagina como seria dirigir aquele carro.
A vendedora quebra o silêncio.
Vendedora — Gostou?
Leon — Muito.
Ela entrega um folheto.
Vendedora — Esse modelo está em promoção.
Leon olha o preço.
R$ 780.000.
Seu sorriso desaparece.
Leon — Acho que vou demorar um pouco...
Ela percebe a situação.
Mesmo assim continua simpática.
Vendedora — Sonhos existem para serem realizados.
Leon agradece.
Sai da loja.
Olha para seu carro velho estacionado do outro lado da rua.
Liga o motor.
O carro demora quase dez segundos para funcionar.
Leon — Não me abandona agora...
O motor finalmente pega.
Ele sorri.
Leon — Valeu, parceiro.
E segue para casa.
Capítulo 4 – Uma Ligação
A chuva começa.
As primeiras gotas batem no para-brisa.
O celular toca.
Mãe — Filho?
Leon — Oi, mãe.
Mãe — Está voltando para casa?
Leon — Estou.
Ela faz uma pausa.
Mãe — Faz tempo que você não vem me visitar.
Leon fica em silêncio.
Leon — O trabalho anda corrido...
Mãe — Eu sei.
Mas sinto sua falta.
Leon sorri.
Leon — Prometo que domingo vou almoçar aí.
Mãe — Promessa?
Leon — Promessa.
Ela ri.
Mãe — Dirige com cuidado.
Está chovendo muito.
Leon — Pode deixar.
A ligação termina.
Leon continua dirigindo.
Sem imaginar...
Que aquela seria a última conversa antes de sua vida mudar completamente.
Fim do Capítulo 4.
Esse é o ritmo que pretendo manter: cada capítulo aprofunda os personagens, mostra a personalidade de Leon e cria uma conexão emocional antes do acidente. Assim, quando o poder despertar, o leitor sentirá que está acompanhando a vida de uma pessoa real, e não apenas uma sequência de acontecimentos. O próximo capítulo será "Capítulo 5 – A Tempestade", onde a tensão começará a aumentar até culminar no acidente que mudará o destino de Leon.
UMA HABILIDADE ROUBADA EM UM MUNDO COMUM
VOLUME 1 – O DESPERTAR
Capítulo 5 – A Tempestade
As gotas de chuva aumentavam a cada minuto.
O limpador de para-brisa trabalhava sem parar.
Shhh... Shhh... Shhh...
Leon dirigia devagar.
O trânsito estava mais lento que o normal.
Leon — Acho que vou chegar bem mais tarde hoje...
O rádio começou a falhar por causa da chuva.
Uma voz surgiu entre os ruídos.
Locutor — ...o Instituto Nacional de Meteorologia alerta para fortes chuvas na região. Motoristas devem redobrar a atenção...
Leon desligou o rádio.
— Melhor prestar atenção na estrada.
Alguns carros começaram a parar no acostamento.
A água já cobria parte do asfalto.
Mesmo assim, Leon continuou seguindo.
Seu carro era velho, mas nunca o havia deixado na mão.
Pelo menos... até aquele momento.
O motor deu uma pequena engasgada.
Leon — Ei...
— Não faz isso comigo agora.
O carro voltou ao normal.
Leon respirou aliviado.
Mais alguns quilômetros.
Só precisava chegar em casa.
Enquanto isso...
Do outro lado da rodovia...
Um caminhão carregado descia uma longa serra.
O motorista apertou o freio.
Nada aconteceu.
Tentou novamente.
Ainda nada.
Seus olhos arregalaram.
Motorista — Não...
— Não, não, não...
O caminhão começou a ganhar velocidade.
Capítulo 6 – Sem Controle
O motorista puxava o volante desesperadamente.
A buzina ecoava pela estrada.
BIIIIIIIIIIIIIII!
Os carros começaram a sair da frente.
Alguns conseguiam.
Outros não.
Leon ouviu a buzina ao longe.
Olhou pelo retrovisor.
Viu apenas faróis atravessando a cortina de chuva.
Leon — O que...?
Segundos depois...
Enxergou o caminhão vindo completamente desgovernado.
Leon — Droga!
Instintivamente virou o volante para a direita.
O carro escapou.
As rodas perderam aderência.
Tudo aconteceu muito rápido.
Capítulo 7 – Segundos Eternos
O carro começou a girar.
Uma.
Duas.
Três vezes.
O mundo parecia em câmera lenta.
O volante escapava de suas mãos.
O vidro estilhaçou.
O som da chuva desapareceu.
Tudo ficou estranho.
Silencioso.
Leon só conseguia pensar em uma coisa.
Leon — Ainda não...
Seu carro deslizou em direção à proteção da ponte.
CRASH!!
A estrutura metálica se dobrou.
O carro ficou preso por um segundo.
Parecia que iria parar.
Leon respirou.
Mas...
O metal começou a ceder.
CRAAAACK...
Seus olhos arregalaram.
Leon — Não...
O guard rail rompeu completamente.
O carro caiu.
Capítulo 8 – O Rio
Durante alguns segundos...
Parecia que o tempo havia parado.
Leon via apenas a chuva.
O céu escuro.
O rio se aproximando.
Então...
SPLASH!!
O impacto foi brutal.
Os airbags abriram.
A água começou a entrar imediatamente.
Leon tentou abrir a porta.
Ela não se movia.
Empurrou novamente.
Nada.
Desafivelou o cinto.
Tentou quebrar o vidro com o cotovelo.
Apenas rachou.
A água já chegava ao peito.
Sua respiração ficou acelerada.
Leon — Vamos...
— Vamos...
Ele chutou a porta.
Nada.
A água subiu até o pescoço.
Seu coração disparou.
Pela primeira vez...
O medo tomou conta dele.
Capítulo 9 – O Último Fôlego
A água cobria quase todo o carro.
Leon tentou controlar a respiração.
Lembrava de ter visto, anos atrás, um programa dizendo que era preciso esperar o veículo encher de água para conseguir abrir a porta.
Mas...
Naquele momento...
Era impossível manter a calma.
Ele segurava a maçaneta.
Esperava.
Esperava.
A água finalmente cobriu seu rosto.
Ele prendeu a respiração.
Contou mentalmente.
Um...
Dois...
Três...
Sentiu os pulmões queimarem.
Puxou a maçaneta.
Nada.
Desespero.
Começou a bater no vidro.
Seus movimentos ficaram mais lentos.
Sua visão começou a escurecer.
As lembranças apareceram.
Quando era criança andando de bicicleta.
Seu primeiro salário.
O sorriso de sua mãe.
O carro esportivo que admirava todos os dias.
Seu sonho de abrir uma oficina.
Tudo desaparecendo.
Leon (pensamento) — Então...
— Era isso...
Seu último pouco de ar escapou em forma de bolhas.
A escuridão tomou conta de tudo.
Capítulo 10 – Entre a Vida e a Morte
Silêncio.
Nenhum som.
Nenhuma luz.
Leon abriu os olhos.
Mas não estava mais dentro do carro.
Tudo ao redor era branco.
Parecia não existir chão.
Nem céu.
Ele caminhou alguns passos.
Confuso.
Leon — Onde eu estou?
Nenhuma resposta.
De repente...
Uma voz distante.
Muito distante.
Como se viesse de outro mundo.
— Pulso fraco!
Outra voz.
— Continuem!
Outra.
— Não desistam!
Leon olhou para todos os lados.
Leon — Tem alguém aí?
O mundo branco começou a rachar como um espelho.
A luz ficou cada vez mais intensa.
Ele estendeu a mão.
Tudo desapareceu.
Fim do Capítulo 10.
Fim da primeira parte do Volume 1.
A partir do Capítulo 11, a história muda para o ponto de vista dos bombeiros e da equipe médica. O leitor descobrirá que Leon ficou submerso por tempo suficiente para que sua sobrevivência fosse considerada praticamente impossível, aumentando o mistério sobre a origem da habilidade que despertará em seguida. Esse desenvolvimento também prepara o terreno para que o poder pareça um verdadeiro fenômeno, e não apenas um "presente" sem consequências.
Perfeito! A partir daqui vamos manter um ritmo de novel/manhwa, onde o leitor descobre os mistérios junto com o Leon.
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VOLUME 1 – O DESPERTAR
Capítulo 11 – Ainda Há Esperança
...
SIRENES!
As luzes vermelhas e azuis refletiam na superfície do rio.
Viaturas da polícia, bombeiros e ambulâncias cercavam toda a ponte.
A chuva ainda caía forte.
Um policial gritava enquanto afastava curiosos.
Policial — Todo mundo para trás!
Um bombeiro já vestia o equipamento de mergulho.
Outro segurava uma lanterna.
Bombeiro — O carro afundou há quanto tempo?
Um rapaz que havia presenciado tudo respondeu, nervoso.
Testemunha — Uns... dez minutos...
O bombeiro olhou para o relógio.
Depois encarou o comandante.
Os dois sabiam.
Depois de tanto tempo...
As chances eram praticamente nulas.
Mesmo assim...
O comandante respondeu sem hesitar.
Comandante — Entramos do mesmo jeito.
Os mergulhadores desapareceram na água escura.
...
Lá embaixo...
O carro estava completamente submerso.
Os faróis ainda estavam acesos.
O primeiro mergulhador iluminou o interior.
Encontrou Leon desacordado.
Sem movimentos.
Ele fez um sinal para o parceiro.
Os dois quebraram o vidro.
Retiraram Leon.
Subiram o mais rápido possível.
Quando chegaram à superfície...
Os paramédicos já esperavam.
Capítulo 12 – Milagre
Leon foi colocado na maca.
Seu rosto estava completamente pálido.
Nenhum sinal de respiração.
O aparelho cardíaco permanecia em linha reta.
Paramédico
— Sem pulso!
Outro começou imediatamente a massagem cardíaca.
Paramédico 2
— Um!
— Dois!
— Três!
— Quatro!
As compressões continuavam.
Nada.
Aplicaram adrenalina.
Ainda nada.
Cinco minutos.
Seis.
Sete.
Um dos enfermeiros abaixou a cabeça.
Enfermeiro
— Acho que...
O médico interrompeu.
Médico
— Continue!
Mais compressões.
Mais adrenalina.
Mais tentativas.
De repente...
BIP!
Uma pequena oscilação apareceu no monitor.
Todos olharam.
Mais um bip.
Outro.
Outro.
O coração voltou.
O silêncio foi substituído por alívio.
Um bombeiro sorriu.
Outro simplesmente respirou fundo.
O médico olhou para Leon.
Médico
— Bem-vindo de volta.
Capítulo 13 – Sete Dias
Escuridão.
Silêncio.
...
Uma máquina fazia um som constante.
Bip... Bip... Bip...
Leon abriu os olhos lentamente.
Sua visão estava completamente embaçada.
Tudo parecia branco.
Sentia o corpo pesado.
Tentou levantar.
Não conseguiu.
Uma enfermeira percebeu.
Correu até ele.
Enfermeira
— Doutor!
Ele acordou!
Poucos segundos depois...
O médico entrou.
Sorriu.
Médico
— Como está se sentindo?
Leon demorou para responder.
Sua garganta doía.
Leon
— Água...
A enfermeira umedeceu seus lábios.
Depois de alguns segundos...
Ele conseguiu falar.
Leon
— O que aconteceu?
O médico ficou em silêncio por alguns instantes.
Médico
— Você sofreu um acidente.
Seu carro caiu no rio.
Leon começou a lembrar.
O caminhão.
A chuva.
A queda.
A água.
Seus olhos se arregalaram.
Leon
— Eu...
Morri?
O médico respirou fundo.
Médico
— Tecnicamente...
Quase.
Capítulo 14 – Um Caso Impossível
Horas depois...
Leon já conseguia sentar na cama.
O médico trouxe alguns exames.
Colocou tudo sobre a mesa.
Médico
— Existe uma coisa que não conseguimos explicar.
Leon olhou curioso.
Leon
— O quê?
O médico mostrou uma tomografia.
Médico
— Você ficou aproximadamente quinze minutos submerso.
Leon arregalou os olhos.
Leon
— Quinze?
O médico confirmou.
Médico
— Depois de tanto tempo...
O cérebro deveria ter sofrido danos irreversíveis.
Mas...
Seus exames estão completamente normais.
Nenhuma sequela.
Nenhuma lesão.
Nada.
Leon permaneceu em silêncio.
Leon
— Então...
Como eu sobrevivi?
O médico sorriu de maneira cansada.
Médico
— Gostaria de saber.
Capítulo 15 – O Quarto 307
Naquela noite...
Leon estava sozinho.
A chuva finalmente havia parado.
O quarto permanecia silencioso.
Ele olhava pela janela.
Ainda tentava aceitar que continuava vivo.
Sobre a mesa...
Estava uma sacola plástica.
Dentro dela...
Seu celular.
Todo destruído.
A tela havia praticamente desaparecido.
A carcaça estava torta.
Leon pegou o aparelho.
Sorriu de forma triste.
Leon
— Você passou por muita coisa comigo...
Tentou ligá-lo.
Nada.
A tela permaneceu apagada.
Leon apoiou a cabeça na cadeira.
Leon
— Acho que chegou sua hora...
Segurando o celular, olhou pela janela mais uma vez.
Lembrou do modelo novo que tinha visto na concessionária alguns dias antes.
Sorriu sozinho.
Leon
— Queria tanto ter um celular daqueles...
No mesmo instante...
Algo estranho aconteceu.
O celular ficou levemente morno.
Leon franziu a testa.
Leon
— Estranho...
Uma pequena luz dourada começou a surgir entre as rachaduras da tela.
Muito fraca.
Quase imperceptível.
Leon arregalou os olhos.
Leon
— O que...?
A luz aumentou.
O aparelho começou a vibrar.
E, pela primeira vez desde o acidente...
Algo completamente impossível estava prestes a acontecer.
Fim do Capítulo 15.
Esse encerramento cria um gancho forte: o leitor já sabe que Leon sobreviveu a algo impossível, mas ainda não entende por quê. Ao mesmo tempo, o primeiro sinal do poder aparece de forma sutil, preparando a revelação do próximo capítulo. Isso faz com que a evolução do celular pareça um evento extraordinário, e não algo que acontece de repente.
Perfeito! A partir daqui, vou fazer a descoberta do poder acontecer de forma gradual. Leon não vai entender imediatamente o que aconteceu, e o leitor vai descobrir tudo junto com ele.
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VOLUME 1 – O DESPERTAR
Capítulo 16 – Uma Luz Impossível
A pequena luz dourada continuava aumentando.
Leon segurava o celular com as duas mãos.
Seu coração acelerou.
Leon — Isso... isso está quente...
As rachaduras da tela começaram a desaparecer lentamente.
Uma após outra.
Como se o tempo estivesse voltando.
Leon — O quê...?
O vidro quebrado se reconstruía diante de seus olhos.
Os riscos na lateral desapareciam.
A carcaça torta voltava ao formato original.
Leon deixou o aparelho cair sobre a cama.
Deu alguns passos para trás.
Leon — Não...
— Isso não é possível...
A luz ficou mais intensa.
Durante alguns segundos, o quarto inteiro foi iluminado.
Então...
Tudo voltou ao normal.
O celular estava ali.
Parecia novo.
Leon respirava com dificuldade.
Aproximou-se lentamente.
Pegou o aparelho.
Virou de um lado para o outro.
Nem um arranhão.
Apertou o botão de ligar.
A tela acendeu imediatamente.
A bateria marcava 100%.
Ele ficou olhando para o aparelho por quase um minuto inteiro.
Sem conseguir dizer uma única palavra.
Capítulo 17 – Coincidência?
Leon passou a noite inteira tentando encontrar uma explicação.
"Talvez eu tenha batido a cabeça."
"Talvez seja um sonho."
"Talvez trocaram meu celular."
Nenhuma teoria fazia sentido.
Na manhã seguinte, uma enfermeira entrou no quarto.
Enfermeira — Dormiu bem?
Leon olhou rapidamente para o celular.
Escondeu-o debaixo do travesseiro.
Leon — Sim...
Ela sorriu.
— O médico já vem.
Depois que ela saiu...
Leon retirou novamente o aparelho.
Abriu a câmera.
Ligou a lanterna.
Entrou em aplicativos.
Tudo funcionava perfeitamente.
Não era apenas aparência.
Era um celular completamente novo.
Capítulo 18 – Alta Médica
Mais alguns exames foram realizados.
O médico observava os resultados.
Franziu a testa.
Depois sorriu.
Médico — Incrível...
Leon ficou preocupado.
Leon — Tem alguma coisa errada?
O médico balançou a cabeça.
— Pelo contrário.
Seu pulmão está perfeito.
Seu cérebro também.
Até pequenos machucados desapareceram.
Leon olhou para os próprios braços.
Realmente...
Os cortes que lembrava ter sofrido não estavam mais ali.
Leon — Estranho...
O médico entregou alguns documentos.
Médico — Você está liberado.
Pode voltar para casa.
Mas descanse durante alguns dias.
Leon agradeceu.
Antes de sair...
Olhou mais uma vez para o quarto.
Era difícil acreditar que, poucos dias antes, quase havia morrido ali.
Capítulo 19 – De Volta Para Casa
Ao sair do hospital, Leon respirou profundamente.
O ar parecia diferente.
Mais leve.
Pegou um ônibus.
Durante o trajeto, ficou olhando pela janela.
As pessoas caminhavam normalmente.
Ninguém fazia ideia do que havia acontecido com ele.
Quando chegou ao apartamento...
Tudo permanecia exatamente igual.
A mochila jogada perto da porta.
A louça na pia.
A cama desarrumada.
Parecia que o tempo havia parado.
Leon colocou as chaves sobre a mesa.
Sentou no sofá.
Pegou novamente o celular.
Leon — Como você ficou novo...?
Nenhuma resposta.
O silêncio dominava o apartamento.
Capítulo 20 – A Primeira Hipótese
Durante horas...
Leon ficou tentando lembrar exatamente o que havia acontecido.
Reconstituiu cada detalhe.
Pegou um caderno velho.
Começou a escrever.
Acidente.
Hospital.
Celular quebrado.
Pensei que queria um celular novo.
Logo depois...
A luz apareceu.
Ele parou de escrever.
Olhou novamente para essa frase.
Leon — Espera...
Foi depois que eu pensei nisso...
Seu coração acelerou.
Levantou rapidamente.
Foi até a cozinha.
Abriu uma gaveta.
Pegou uma colher antiga completamente torta.
Voltou para a sala.
Sentou no sofá.
Segurou a colher com força.
Fechou os olhos.
Respirou fundo.
Leon — Se realmente foi isso...
Quero que essa colher volte a ser nova.
...
Cinco segundos.
Nada.
Dez segundos.
Nada.
Leon sorriu sem graça.
Leon — Eu sabia...
Quando ia colocar a colher sobre a mesa...
Ela ficou morna.
Muito morna.
Uma pequena luz dourada surgiu entre seus dedos.
Leon congelou.
A luz começou a crescer lentamente...
Fim do Capítulo 20.
Esse encerramento deixa claro que Leon começa a investigar o próprio poder, em vez de simplesmente aceitá-lo. A partir do Capítulo 21, ele realizará seus primeiros experimentos, anotando cada resultado em um caderno e descobrindo, pouco a pouco, as regras da habilidade. Isso fará com que o leitor aprenda junto com ele, tornando a evolução do personagem muito mais satisfatória.
Perfeito! A partir daqui, o Leon começa a agir como alguém curioso e cauteloso. Ele não entende seu poder de imediato; passa dias testando, errando e anotando tudo. É nesse momento que o leitor começa a aprender as regras da habilidade junto com ele.
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VOLUME 1 – O DESPERTAR
Capítulo 21 – O Primeiro Experimento
A luz dourada envolvia lentamente a colher.
Leon permaneceu imóvel.
Seu coração parecia querer sair do peito.
Leon — Não... de novo...
A colher começou a tremer.
Os amassados desapareceram.
Os riscos sumiram.
Em poucos segundos...
Ela parecia ter acabado de sair da fábrica.
Leon a girou entre os dedos.
Nenhuma marca.
Nenhum defeito.
Era impossível distinguir daquela que havia comprado anos atrás.
Ele sorriu.
Mas logo voltou a ficar sério.
Pegou o caderno.
Na primeira página escreveu:
"Experimento nº 1"
Objeto: colher de inox.
Estado inicial: amassada.
Desejo: voltar a ser nova.
Resultado: sucesso.
Depois escreveu uma frase que mudaria sua vida:
"Isso não pode ser coincidência."
Capítulo 22 – Criando Regras
Leon passou a manhã inteira fazendo testes.
Pegou uma xícara com uma pequena rachadura.
Segurou-a.
Leon — Volte ao estado de nova.
A luz apareceu.
A rachadura desapareceu.
Mais uma anotação.
Depois pegou uma camiseta velha.
Queria apenas remover os rasgos.
Funcionou.
Mas a camiseta continuou exatamente do mesmo modelo.
Leon — Então você não muda de forma...
Nova anotação.
Pegou um tênis desgastado.
Voltou a parecer recém-comprado.
Nova anotação.
Ao final do dia, seu caderno tinha as primeiras regras:
Regra 1: Preciso tocar no objeto.
Regra 2: Preciso imaginar claramente o resultado.
Regra 3: O objeto não vira outro objeto.
Ele apenas retorna ao melhor estado possível.
Leon fechou o caderno.
Leon — Ainda tem muita coisa que eu não sei...
Capítulo 23 – A Primeira Falha
Empolgado, Leon decidiu tentar algo diferente.
Pegou uma caneca branca.
Fechou os olhos.
Leon — Quero que você vire uma caneca preta.
A luz apareceu.
Ele sorriu.
Quando terminou...
A caneca continuava branca.
Só estava nova.
Leon piscou algumas vezes.
Leon — Então não funciona assim...
Tentou novamente.
Leon — Quero que vire uma garrafa.
Nada aconteceu.
Mais uma tentativa.
Leon — Quero que vire um copo.
Outra vez...
Nada.
Ele apoiou a cabeça na mesa.
Leon — Então eu não crio coisas...
Escreveu no caderno:
Regra 4: Não posso transformar um objeto em outro.
Capítulo 24 – O Relógio
Enquanto organizava algumas gavetas...
Leon encontrou um relógio antigo.
Era o relógio de seu avô.
Não funcionava havia muitos anos.
O vidro estava arranhado.
O couro da pulseira estava ressecado.
Leon sorriu.
Leon — O vô nunca jogaria isso fora.
Segurou o relógio com cuidado.
Fechou os olhos.
Leon — Não quero que mude...
Só quero que volte ao dia em que era novo.
A luz apareceu.
Desta vez...
Mais suave.
Quase dourada.
Quando terminou...
O relógio continuava antigo.
Mas agora brilhava.
Os ponteiros voltaram a funcionar.
O couro parecia recém-fabricado.
Leon ficou emocionado.
Leon — É exatamente o mesmo...
Mas parece que voltou no tempo.
Ele colocou o relógio no pulso.
Pela primeira vez...
Sentiu que seu poder podia restaurar memórias.
Não apenas objetos.
Capítulo 25 – Até Onde Isso Vai?
Durante a noite...
Leon não conseguiu dormir.
Seu quarto estava cheio de objetos restaurados.
Celular.
Tênis.
Caneca.
Relógio.
Camisetas.
Todos pareciam novos.
Ele olhava para o teto.
Pensando.
Leon — Se funciona em coisas pequenas...
Será que existe um limite?
Pegou o caderno novamente.
Na última página escreveu:
Próximo teste: objetos grandes.
Fechou o caderno.
Apagou a luz.
Mas seus olhos permaneceram abertos.
Uma única pergunta não saía de sua cabeça.
Leon — Até onde esse poder consegue ir?
Fim do Capítulo 25.
Próximo arco (Capítulos 26–35)
Nos próximos capítulos, Leon fará testes cada vez maiores e descobrirá novas limitações:
Restaurará uma bicicleta completamente enferrujada.
Recuperará uma televisão antiga que não ligava mais.
Descobrirá que objetos muito maiores exigem mais concentração.
Perceberá que a luz é visível e precisará esconder seu poder.
Terá a ideia de visitar um ferro-velho pela primeira vez, iniciando o caminho que mudará sua vida para sempre.
Esse será o ponto em que a história começará a sair da escala doméstica e entrará em um mundo de oportunidades e riscos.
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